Cunha
Cunha tem a sua história entrelaçada à do Caminho Velho, uma antiga estrada real por onde ingressavam os escravizados e escoava o ouro. O trajeto começava em Paraty e cortava a Serra do Mar em direção a Minas Gerais.
Passados os tempos coloniais, Cunha se consolidou como um dos maiores municípios paulistas em extensão territorial, ainda que apenas 22 mil pessoas morem em seus 1.407 km ². A paisagem é ondulada e dominada por pastos, que fazem da cidade também uma das maiores produtoras de leite do estado.
Essa vocação roceira teve um desdobramento no mínimo interessante: em Cunha está a maior concentração de fuscas do Brasil. O carrinho conquistou a simpatia dos locais pelo baixo custo, fácil manutenção e capacidade de circular em terrenos irregulares. Com o tempo, os fuscas foram alçados a itens de colecionador e agora circulam pelas ruas do centro tinindo como novos. Há até um evento anual dedicado a eles, o Fuscunha.
Mais recente é o título de Capital Nacional da Cerâmica de Alta Temperatura, concedido em 2022 — ainda que a atividade exista desde muito antes disso. Na época dos índios tamoios já se fazia cerâmica, mas foi na década de 1970 que um grupo de artistas trouxe a técnica japonesa de cerâmica de alta temperatura e construiu o primeiro forno noborigama de Cunha.
Atualmente a maior da América Latina, a produção de cerâmica ajudou a engatilhar o turismo na cidade e nessa esteira vieram as pousadas de charme, o calendário de eventos ao longo do ano e as atrações da Estrada Cunha-Paraty (SP-171). Como O Lavandário, que ganhou as redes sociais com as imagens dos campos de lavanda floridos em meio à paisagem montanhosa.
De lá para cá, as possibilidades de passeios se diversificaram e uma cena gastronômica surpreendente se consolidou. Os restaurantes geralmente têm ambientes despretensiosos e talvez por isso surpreendam ainda mais pela qualidade do que chega à mesa – e que não fica nada a dever para a gastronomia paulistana.
Ou seja: se antes era caminho, hoje Cunha é destino.
QUANDO IR
Não há época ruim para visitar Cunha. O inverno e o outono são mais frios e secos e o verão e a primavera, mais quentes e chuvosos. Ainda que as estações sejam bem demarcadas, independente da época do ano costuma esfriar à noite. A cidade fica mais cheia no inverno, feriados e finais de semana em que há eventos acontecendo.
Em janeiro e fevereiro, o Verão na Montanha tem apresentações musicais e comidas típicas. Em março, a cidade é invadida pelos ciclistas do L’Étape Cunha, evento filiado ao Tour de France. Em abril e maio, é a vez do Festival do Pinhão.
O calendário fica mais movimentado no inverno. O tradicionalíssimo Festival de Cerâmica ocorre em junho e o Acordes na Serra, com programação musical, em julho. Nessas dois meses também costumam acontecer celebrações juninas e a Festa do Divino Espírito Santo.
Em agosto, o Festival Sabores de Cunha vem se consolidando, assim como o Festival do Queijo em setembro. Os eventos costumam ser anunciados na página da Prefeitura Municipal de Cunha.
Aficionados por cerâmica também podem levar em conta as aberturas de fornada, que ocorrem cerca de cinco vezes ao ano, normalmente em feriados. Nessas datas, o público pode acompanhar as peças de cerâmica indo aos fornos noborigama.
Prefira visitar Cunha entre quinta-feira e domingo. No início da semana, muitas atrações e restaurantes fecham.
ONDE FICAR
Cunha reúne pousadas rústicas e na medida para casais tanto no centro quanto na estrada que liga a cidade a Paraty. O centro não é exatamente charmoso, mas ganha em praticidade: você estará sempre perto de algum mercado, farmácia, restaurante e ateliê de cerâmica. Já na Estrada Cunha-Paraty, a vista para a serra costuma ser um diferencial, mas será preciso se deslocar mais.
Centro
Bem perto da entrada de Cunha, a tradicional Pousada Cheiro da Terra tem um diferencial interessante: um ateliê de cerâmica, onde os hóspedes podem aprender a fazer as próprias peças. Com uma piscina ao centro, a propriedade cheia de verde possui 21 chalés independentes com lareira. Algumas unidades possuem ainda banheiras de hidromassagem e varandas com redes para relaxar.
Próxima de ateliês de cerâmica, a Pouso Caminho das Artes tem, em um terreno compacto, chalés e suítes com lareira de decoração charmosa. Na mesma região, a acolhedora Recanto das Girafas parece uma extensão da casa dos donos, Marisa e Renato Freitas. Eles estão à frente de tudo: do café da manhã às noites de bate-papo embaladas pelo piano ao vivo.
Próximo do Parque Lavapés, o Hotel do Parque tem quartos de decoração clean e moderna em um casarão amarelo, cercado por uma gostosa varanda. O Espaço Flor das Águas, na saída da cidade e já bem próximo da Estrada Cunha-Paraty, é também um ashram com sessões diárias e gratuitas de yoga e meditação. O buffet de café da manhã é vegetariano.
Arredores do centro
O Lavandas de Cunha Pousada Boutique se destaca pelos quartos modernos e elegantes, alguns deles com banheiras de hidromassagem de frente para janelões com vista para as montanhas. O café da manhã é muito elogiado.
No moderninho Latitude, a proposta é se hospedar em um dos lodges independentes. Todos são munidos de varanda, lareira e uma pequena cozinha. A área comum, compartilhada entre os hóspedes, tem churrasqueira, fogueira e uma banheira que é um enorme tronco de árvore esculpido.
Estrada Cunha-Paraty
A bela vista da Estalagem Shambala é compartilhada pelas suítes e chalés – todas as unidades têm lareira e varanda com rede (os chalés contam ainda com hidromassagem). O café da manhã reúne itens preparados ali mesmo, como coalhada, queijos, pães e geleias.
Quase em frente ao O Lavandário, a Pousada da Mata tem duas piscinas (uma de água mineral), sauna e jacuzzi. No salão do café da manhã (onde também são servidas refeições à la carte), a estrela é o fogão a lenha com chapa para aquecer pães e queijos.
Diferentes entre si, as acomodações da Pousada dos Anjos são pontuadas por detalhes charmosos, como móveis de antiquário, salamandras e paredes de pedra. Construída com pau-a-pique há mais de 200 anos, a chamada casa histórica é indicada para famílias e grupos de amigos, pois tem três quartos, dois banheiros e cozinha completa com fogões a lenha e a gás.
Na Pousada Candeias, os chalés de tijolo aparente têm três tamanhos e estão distribuídos em um bem-cuidado bosque.
Não muito longe dali, a Magnificat Cottage é dona de uma piscina de borda infinita com vista para a Serra da Bocaina. O mesmo visual pode ser desfrutado de dentro dos chalés espaçosos, todos com mais de 80 m².
Arredores de Cunha
Na Pousada dos Girassóis há chalés para casais e para até quatro pessoas – o lazer inclui piscina, pomar e lago para pesca.
A paisagem cercada por montanhas da Quinta da Serra é um destaque. São apenas quatro chalés, com lareira, camas queen-size e varanda com rede (metade tem hidro).
Para famílias com crianças, são boas alternativas a Fazenda Alvorada, com piscina, cavalgadas guiadas e lago para pesca, e o Hotel Fazenda São Francisco, que abriga cachoeira, trilhas e mini-fazenda (nesse último, as diárias têm pensão completa).
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ONDE COMER
Em Cunha, a cena gastronômica acompanha o ritmo tranquilo da cidade e valoriza ingredientes locais, receitas afetivas e propostas autorais. Comer bem por ali não é apenas um complemento do passeio: muitas vezes, é o próprio motivo da visita.
Centro
Além do menu à la carte de cozinha latino-americana, o novato Átrio também serve um menu degustação de culinária venezuelana. A imperdível refeição em seis etapas passeia pelos sabores do país, com destaque para pratos à base de frutos do mar.
O italiano Il Pumo ocupa um charmoso casarão e tem como protagonista a burrata artesanal, produzida ali mesmo e servida tanto em antepastos quanto acompanhando massas frescas. Destaque para o gnocchi mascarpone.
O Porco & Pizza aposta em uma combinação que agrada facilmente: pizzas artesanais de fermentação natural, que levam insumos italianos, e pratos à base de carne suína. Vale chegar cedo para garantir uma mesa às sextas-feiras e sábados.
Cunha também possui o seu próprio izakaya (o boteco japonês), o Blackfin. As porções de sushis e pratos quentes japoneses são acompanhados por saquês, drinques e cervejas artesanais da própria Cervejaria Blackfin.
Além de restaurante, o Drão abriga uma loja de acessórios, antiguidades, obras de arte e luminárias. No menu, há trutas, carnes e risotos.
Ainda no centrinho de Cunha, vale pegar um sorvetinho no Gelataio e passear com o seu cone em mãos pela praça da Paróquia Nossa Senhora da Conceição. As casquinhas são feitas na própria sorveteria e os sabores são rotativos, mas costumam incluir opções feitas com produtos locais.
Estrada Cunha-Paraty
Bem no começo da Estrada Cunha-Paraty, o Quebra Cangalha tem um gostoso deck de madeira ao ar livre e serve ótima comida caseira, com destaque para o uso de ingredientes regionais e cortes de carne bem executados.
Parada obrigatória, o Kallas da Serra funciona em meio a uma bonita plantação de copos-de-leite e aposta na clássica comida caipira. O carro-chefe é o porco na lata, com arroz, feijão, farofa e uma mandioca frita que consegue a proeza de ser cremosa por dentro e crocante por fora.
Um dos endereços mais emblemáticos é o La Taverne Bistrô, instalado na estrada que leva à Pedra da Macela. O restaurante aposta em uma cozinha criativa, com pratos que valorizam os cogumelos e as trutas da região. O clima é intimista e a carta de vinhos foi pensada para acompanhar a proposta autoral do menu, que muda de acordo com a sazonalidade. Se puder, prove o sorrentino de massa de espinafre recheado com polenta de milho verde e queijo meia cura, ao molho de ragú de shiitake e portobelo.
Falando em cogumelos, vale fazer um desvio na Estrada Cunha-Paraty para visitar o Suzana Shiitake. Especialista no cultivo de cogumelos há mais de vinte anos, Suzana abre as portas de seu sítio para os visitantes interessados em conhecer as duas estufas onde brotam seus shiitakes e shimejis, que são os protagonistas dos pratos servidos depois, em um gostoso deck de madeira. A moqueca de cogumelos foi vencedora do Festival Sabores de Cunha na categoria cozinha contemporânea. É preciso reservar a visita (gratuita) e a refeição na Suzana Shiitake com pelo menos 24 de antecedência pelo direct do Instagram ou pelo Whatsapp.
Para uma pausa entre um passeio e outro, o Moara Café é um convite a desacelerar, com café coado, bolos caseiros e clima acolhedor.
O QUE FAZER
O pedaço mais charmoso do centro de Cunha corresponde às imediações da Praça Cônego Siqueira, onde está a charmosa Paróquia Nossa Senhora da Conceição. O cenário é o mais típico possível de uma cidade do interior: gente sentada nos bancos ou nos degraus da igreja, conversando sem pressa ou apenas observando o movimento. Logo ao lado, o Mercado Municipal de Cunha, simples e acolhedor, vende geleias, goiabadas, doce de leite e outras delícias artesanais.
Mas as principais atrações de Cunha estão nos arredores: há todo um circuito de ateliês de cerâmica; plantações de oliveira e de lavanda enfileirados ao longo da Estrada Cunha-Paraty; experiências de turismo rural; e cachoeiras para se refrescar. Outro destaque é a Pedra da Macela, ponto mais alto da Serra da Bocaina que permite avistar a costa de Angra dos Reis e Paraty — ou um lindo tapete de nuvens.
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Cerâmica
A queima em forno noborigama, artefato milenar criado na China e difundido no Japão, é a primeira e mais tradicional técnica usada entre os ceramistas de Cunha (também há equipamentos elétricos, a gás e o chamado raku, em forma de tambor). Construído em declive, o noborigama é alimentado por lenha e seu interior ultrapassa os 1.300 °C – durante alguns meses, ele é abastecido com peças de argila moldadas a mão.
Quando preenchido, o forno é ligado em duas queimas durante mais de 30 horas. Ao esfriar, a abertura da fornada, que acontece cerca de cinco vezes por ano, já se tornou o grande evento no calendário da cidade. Na técnica da queima de raku, as peças recebem acabamento ainda incandescentes – visitantes também podem assistir ao processo.
Lembrando que a visita aos ateliês e a venda de peças, entre decorativas e utilitárias, ocorre o ano todo. Vale a pena visitá-los mesmo sem a intenção de comprar, já que as cerâmicas são um encanto e, em alguns casos, verdadeiras obras de arte.
Dois imigrantes trouxeram a arte da cerâmica a Cunha na década de 1970 e mantêm seus ateliês até hoje: a japonesa Mieko Ukeseki (do Ateliê Mieko e Mário) e o português Alberto Cidraes, do Ateliê do Antigo Matadouro. Também merece destaque o Suenaga e Jardineiro, possivelmente o ateliê mais bonito da cidade, que também usa a técnica noborigama.
Em geral, os ateliês ficam concentrados em uma mesma região de Cunha, que pode ser dividida entre a Rua Alcides Barbeta, que ficou conhecida como a “Rua dos Ateliês”; e a Alameda Lavapés, uma descida bem íngreme que começa na Rodovia Paulo Virgínio e termina no Parque Lavapés.
Na Rua Alcides Barbeta, outros nomes conhecidos são o Atelier Gallery Tokai, Gaia Arte Cerâmica, Carvalho Cerâmica e Atelier da Vila Rica. A ceramista Erica Cassinha também fabrica lindas peças utilitárias que têm um ótimo custo/benefício. Já na Casa do Oleiro, o diferencial é a pintura delicadíssima e feita à mão, que lembra a de azulejos portugueses. Os pratos decorativos, para pendurar na parede, são um charme à parte.
Não muito longe dali está a Oficina de Cerâmica, de Leí Galvão e Augusto Campos. É um dos ateliês com maior variedade de peças, que são principalmente utilitárias – as cubas para pia feitas em cerâmica são espetaculares.
Na Alameda Lavapés, o ateliê Yas e Brisa transforma argila em difusores e colares para aromaterapia. Já o pequenino ateliê Olivia Leão vende acessórios, como colares e anéis em cerâmica. Outros ceramistas expõem na Casa do Artesão, que reúne artesanatos de todo tipo produzidos na cidade.
Floresta Galeria
Alguns dos melhores achados de Cunha estão na Floresta Galeria, que abriu no início de 2025. A loja tem uma curadoria impecável de peças feitas por artesãos da cidade e de todo o Brasil: há desde bolsas de madeira da Catarina Mina, que são verdadeiras joias, até os cosméticos 100% naturais da Morar Natural, feitos com ingredientes de Cunha. Além, é claro, de peças de cerâmica belíssimas. Dá vontade de levar tudo!
Estrada Cunha-Paraty
Uma das estradas mais cênicas do Sudeste, a SP-171 (RJ-165, quando adentra o estado do Rio de Janeiro) é repleta de pousadas, restaurantes e atrações entre uma curva e outra. Em 2016, depois de anos sem pavimentação, o trecho final de cerca de 9 km por dentro do Parque Nacional da Serra da Bocaina ganhou calçamento de paralelepípedo e passarela para circulação de animais silvestres até Paraty, transformando a via em uma bonita estrada-parque.
No km 54,7, O Lavandário começou como uma plantação de matéria-prima para produzir essências e hoje é um ponto turístico. O terreno, com uma vista belíssima para a paisagem ondulada e 20 mil pés de lavanda, abre aos fins de semana e é florido o ano todo. Além de boas fotos, você pode levar produtos à base da planta (e também de manjericão, alecrim e verbena) feitos ali mesmo, como óleos essenciais e cosméticos.
Mais adiante, 4 quilômetros após o Lavandário, encontra-se O Olival. Além de passear pela plantação de oliveiras, é possível fazer degustação de azeites e também almoçar. Curiosidade: as oliveiras “escutam” música clássica. Segundo os idealizadores do lugar, “a música pode entrar em ressonância com frequências de oscilação natural das folhas, afetando o estado energético das clorofilas e aumentando, consequentemente, a fotossíntese”.
Para uma experiência mais aprofundada no mundo dos azeites, vale investir na visita guiada do Sempre Olivas, que deve ser agendada pelo Whatsapp (21) 9 9983-3564. Durante o passeio, os visitantes veem os equipamentos utilizados para extração e aprendem sobre a produção nacional de azeite, os diferentes tipos do óleo e seus perfis sensoriais distintos. Ao final, ainda há uma degustação.
Não muito longe d’Olival fica um outro lugar onde é possível apreciar lavandas, mas que é menos incensado que o Lavandário. O lugar chama O Contemplário e, para além das lavandas, há também plantio de ervas e trilhas a se percorrer. Há também uma lojinha, café e chalé onde é possível pernoitar.
Mais adiante na Estrada Cunha-Paraty, o Sítio dos Cavalos não é um passeio a cavalo como qualquer outro, e sim uma mistura de aulão sobre cavalos e passeio contemplativo. A propriedade, que pertence à família do Raul há gerações, tem uma vista privilegiada para as ondulações da Serra da Bocaina. Tornam a experiência ainda mais interessante o conhecimento e, principalmente, o amor pelos cavalos que Raul compartilha com os visitantes durante a experiência. É preciso reservar com antecedência pelo Whatsapp (24) 9 9943-3916.
Outra parada popular é a Cervejaria Wolkenburg, que usa ingredientes vindos da Alemanha e água das nascentes do próprio sítio para fabricar quatro tipos de cerveja (Dunkel, Landbier, Helles e Fit), sem conservantes ou aditivos químicos, uma delícia! Nos fins de semana e feriados, a visita à cervejaria começa com uma explicação sobre os tipos da bebida e termina com degustação. Além da venda no local, a produção é distribuída apenas na cidade.
A Estrada Paraty-Cunha também reserva ótimas trilhas. Com acesso pelo km 65,5 da SP-171, a Pedra da Macela é um dos cartões-postais de Cunha. A vista a 1 850 m é impressionante e alcança a Ilha Grande e as baías de Paraty e Angra dos Reis. A partir do estacionamento, são 2 km de caminhada íngreme até o topo. O esforço vale a pena mesmo se o céu estiver encoberto: nessas ocasiões, forma-se um bonito tapete de nuvens. É possível fazer a trilha desacompanhado ou, de preferência, com o acompanhamento de um guia, como a Cris da agência Ecojoy. Saiba mais sobre a trilha da Pedra da Macela.
Cachoeiras e trilhas
Uma das mais bonitas de Cunha, a Cachoeira do Pimenta tem entrada gratuita. O acesso não poderia ser mais fácil: os carros estacionam a poucos metros da queda d’água. A água é gélida, mas há quem se atreva a entrar. Só tome cuidado com as pedras escorregadias. Uma dica é combinar a visita com um almoço no sítio Suzana Shiitake (saiba mais em ‘Onde comer’), que fica bem próximo.
Em uma bifurcação da Estrada Cunha-Paraty, o Canto das Cachoeiras é ideal para quem quer tomar banho de cachoeira em um lugar com infraestrutura. O parque possui três quedas d’água interligadas por uma trilha curta e fácil. Grandes e com poucas pedras, os poços para banho são bastante convidativos, mas a água é gelada. Há redes espalhadas em torno das cachoeiras, banheiros e um restaurante.
Cunha também entrega boas trilhas. As paisagens verdejantes da cidade se dividem entre a Serra da Bocaina e a Serra do Mar. O núcleo Cunha-Indaiá do Parque Estadual da Serra do Mar fica sediado na cidade (para chegar à portaria é preciso percorrer 20 km de estrada de terra) e oferece trilhas com cachoeiras e vegetação nativa da Mata Atlântica. São elas:
Rio Paraibuna – a trilha autoguiada percorre 1 700 m entre araucárias em cerca de uma hora. Passa por três cachoeiras e poços para banho. Não é preciso agendar.
Rio Bonito – com 7,6 km de percurso, dura cerca de 4h30, com grau de dificuldade alto (saídas às 10h). O principal atrativo é a Cachoeira da Laje, com poço para banho. No caminho é possível avistar pegadas de animais como anta, queixada e onça-parda.
Cachoeiras – é a mais longa, com 14,5 km, e também dura cerca de 5h30 – metade do caminho pode ser percorrida em veículo próprio (saídas às 10h). O trajeto acompanha o Rio Paraibuna, passando por duas quedas d’água, até chegar à Cachoeira do Rio Ipiranguinha.
Trilha das Arapongas (de bicicleta própria) – apesar de ser autoguiada, é preciso agendar. A trilha percorre 12 km em cerca de 3h margeando o Rio Paraibuna e duas cachoeiras. O caminho era uma antiga estrada usada por moradores locais.
A sede abre todos os dias, das 8h às 17h. A entrada e as trilhas são gratuitas, mas é preciso agendar as trilhas monitoradas no escritório urbano do parque (Praça Midair José Teodoro, n°101, Falcão, ou por telefone e e-mail, (12) 3111-1818/2353, pesm.cunha@fflorestal.sp.gov.br). Se for passar o dia no local, leve lanche, pois não há restaurante ou lanchonete.
Como chegar
Saindo de São Paulo, é possível pegar o sistema Ayrton Senna-Carvalho Pinto (SP-070), com pedágios, até Taubaté, e seguir pela Via Dutra (BR-116) – também dá para sair da capital por essa rodovia. Em Guaratinguetá, entre na Rodovia Paulo Virgínio e siga por 48 km até chegar a Cunha.
Como circular
Ter carro é essencial, já que os restaurantes e as atrações ficam espalhados entre o centro da cidade e a Estrada Cunha-Paraty. Em geral, a condição das estradas é boa, com alguns trechos de terra. Quem dirige carros baixos não tem o que temer: o que mais se vê por lá são Fuscas e Fiat Unos. Por outro lado, o sinal de celular é instável e vale a pena baixar o mapa de Cunha no Google Maps.
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