Deserto do Atacama
O Atacama é um lugar de superlativos. É o deserto mais seco do mundo, com 106 mil quilômetros. Também é um dos mais antigos – tem mais de 100 milhões de anos. E é o que fica em maior altitude, entre 2 mil e 5 mil metros. Sua paisagem surreal é formada por mais de 150 vulcões (dois deles, ativos), salares que dividem espaço com lagoas salgadas em que não se afunda, gêiseres, águas termais e vales que lembram o solo ora da Lua, ora de Marte.
A porta de entrada é o Aeroporto de Calama, mas a base para se hospedar é San Pedro de Atacama. O vilarejo continua sendo pequeno, rústico e cheio de cachorros na rua, mas tem boa infraestrutura de pousadas, restaurantes, lojas e agências de passeio. Nos últimos anos, ganhou também hotéis de luxo, com direito a hidro, massagem e aulas de ioga. Ou seja, ainda que continue tendo sua dose de aventura, uma viagem para o Atacama está longe de ser um perrengue.
QUANDO IR
Não tem tempo ruim para visitar o Atacama: a temperatura tem pouca variação durante o ano (média de 25ºC durante o dia e 5ºC durante a noite) e o nível de precipitação é mínimo. O verão chileno (dezembro a março) é ligeiramente mais quente. No inverno (junho a agosto), o frio é um pouco mais severo e tempestades de neve e granizo podem atrapalhar os passeios. Nas estações intermediárias, outono (março a junho) e primavera (setembro a dezembro), a amplitude térmica não é tão extrema.
ONDE FICAR
Para uma experiência “deserto com glamour”, os hotéis de luxo funcionam com o sistema conhecido como “full board”. Isso significa que nas diárias estão incluídas todas as refeições, bebidas e também os passeios, que acontecem em grupos menores e com uma série de mordomias. Geralmente, esses hotéis ficam um pouco mais afastados do centro de San Pedro de Atacama, mas ainda a uma caminhada de distância. Além disso, é comum que ofereçam transporte gratuito até as imediações da Calle Caracoles.
O fabuloso Tierra Atacama possui vista imbatível do Vulcão Licancabur de todos os quartos e áreas comuns, o que inclui o spa e as piscinas externa e interna. E o que já era bom ficou ainda melhor: depois de um ano e 17 milhões de dólares investidos, o hotel foi reaberto em abril de 2025 com um novo frescor. A VT esteve por lá algumas semanas depois dessa retomada: veja como foi a hospedagem nesta outra matéria.
No pioneiro Explora, a vista dos quartos é para a Cordilheira do Sal. Há quatro piscinas e um observatório privado para observação das estrelas. Parte da rede Relais & Châteaux, o Awasi se destaca pela exclusividade: são apenas dez quartos e cada hóspede tem um guia e carro disponível só para si.
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Bem mais afastado do centro, o Nayara Alto Atacama tem uma arquitetura que se mescla com a paisagem ao redor, aos pés de uma montanha. Funciona em sistema full board, pensão completa ou apenas café da manhã.
Mesmo que o orçamento não permita um hotel de luxo, escolher uma hospedagem munida de área de lazer com piscina, jardim e redário é interessante para passar o tempo entre um passeio e outro – até porque há pouco o que fazer no vilarejo.
O Terrantai Lodge ocupa uma casa histórica do século 19 e promove confraternização todas as noites com queijos e vinhos. Têm pátio particular e piscina o Pascual Andino, o Hotel Kimal e o Hotel Pat’ta Hoiri.
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Mais afastados do centro, outras opções incluem o Our Habias Atacama, com quartos super espaçosos e varandas com vista para o Vulcão Licancabur, e o Ckuri Atacama, com paredes de adobe e um serviço elogiado.
Há ainda opções econômicas como a Casa Algarrobo, com piscina e quartos arrumadinhos, o Anka Hostel, com quartos coletivos e privativos, o Hotel Jardin Atacama, com instalações novinhas, e o Domos los Abuelos, com acomodações em simpáticos domos de adobe.
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ONDE COMER
O centrinho tem ampla oferta de restaurantes descontraídos com preços variados e opções de pratos típicos para encher a barriga depois das excursões pelo deserto.
É possível encontrar vários deles enfileirados pela Calle Caracoles, a rua principal de San Pedro do Atacama. Um dos mais famosos é o Adobe, com mesas externas ao redor de um fogueira e menu com pratos chilenos e internacionais.
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No ambiente rústico do tradicional La Casona, é possível provar o ensopado chupes, com carnes de vários tipos, batata e mandioca, e o pastel de choclo, uma torta de milho com carne moída ou frango.
No Ckunna, com um pátio amplo nos fundos, sabores do altiplano são valorizados em pratos com ingredientes como chañar, quinoa e algarrobo. Vegetarianos encontram opções no Tierra Todo Natural.
Para comidinhas, há empanadas grandes no Emporio Andino e bons sorvetes na Babalu Heladería, que utiliza ingredientes locais como flor de cacto e a erva rica rica para compor os sabores.
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Outras ótimas opções ficam em travessas na Calle Caracoles. Na Calle Calama, o Las Delicias de Carmen é ótimo para provar a cozinha caseira e regional, incluindo a sopa patasca, um guisado picante com milho, batata e carne. Já o Jardin Meraki foca em ingredientes orgânicos e tem variedade de opções vegetarianas.
O La Picada del Indio é a pedida para quem quer economizar: o restaurante na Calle Tocopilla serve um menu do dia, com entrada, prato principal e sobremesa, por um preço justo.
Para pizzas artesanais de qualidade, vá à Calle Toconao e garanta sua mesa na Pizzeria La Manada. Na mesma rua fica o Lola, uma das poucas opções de estabelecimentos para curtir a vida noturna. No terraço, DJs tocam reggaeton, funk e pop. No cardápio, há empanadas, sanduíches, pizzas e drinks.
Se a ideia for tomar um café da manhã ou simplesmente matar a fome no meio da tarde, a La Franchuteria é imperdível. Não muito longe da Igreja de San Pedro, esse cantinho aconchegante é comandado por um chef francês que se apaixonou pelo Atacama e ficou por lá. É possível provar croissants, pães artesanais e chocolate quente.
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Vale se afastar um pouco do centrinho para fazer refeições acima da média. O Baltinache é um restaurante com salão pequeno que serve carnes exóticas com a do guanaco, o primo silvestre da lhama. No Antai, a carne de guanaco é servida em forma de tartare. De tempos em tempos, o restaurante também realiza noites de menu degustação harmonizado com vinhos.
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O QUE FAZER
Quem se hospeda em hotéis “full board” não precisa se preocupar com os passeios, que já estão incluídos na diária. Mas é comum que pousadas e hostels também ofereçam a possibilidade de fechar as excursões com empresas parceiras.
Fato é que há várias agências de passeio enfileiradas pela Calle Caracoles e não é preciso reservar as atividades com muita antecedência. Inclusive, geralmente dá para negociar preços melhores presencialmente. A contrapartida de deixar para fazer isso em San Pedro de Atacama é ter que reservar pelo menos algumas horas do dia da sua chegada para visitar as agências e comparar preços.
Afinal, nem sempre o mais barato é o melhor. Antes de escolher, tente saber mais sobre a quantidade máxima de pessoas por grupo, as condições dos carros, o carisma dos guias, o kit de segurança (como oxigênio e primeiros socorros) e a qualidade dos lanches – como alguns passeios duram o dia inteiro e não há nada além de deserto ao redor, é bem comum que as agências sirvam uma ou mais refeições.
São cada vez mais numerosas as agências que pertencem a brasileiros ou se especializaram nesse público, como Ayllu, Grado 10, FlaviaBia Expedições e We Love Chile.
Na hora de montar o seu roteiro, é fundamental deixar os passeios de maior altitude para o final da viagem. Fazer uma aclimatação gradual é uma forma de evitar o soroche ou mal de atitude (saiba mais abaixo). Pensando nisso, os principais passeios do Deserto do Atacama estão listados a seguir por ordem de altitude:
Na hora de montar o seu roteiro, é fundamental deixar os passeios de maior altitude para o final da viagem. Assim, o corpo faz uma aclimatação gradual. Porém, isso não garante que você não vá sentir o mal de altitude: há quem tenha o famoso “soroche” logo ao chegar em San Pedro de Atacama, que fica a 2.400 metros. Os sintomas incluem dor de cabeça, náusea, tontura e falta de ar. A melhor prevenção é evitar esforço físico, manter-se hidratado (tomando água e evitando bebidas alcoólicas) e preferir alimentos leves. Veja mais dicas para evitar e combater o mal de altitude.
SALAR DE ATACAMA
Altitude: 2.300 metros
Por ser um tour contemplativo, feito de carro, sem esforço físico e praticamente na mesma altitude da cidade base, o Salar de Atacama é ideal para o primeiro dia de viagem. Melhor ainda se for feito no final da tarde, chegando a tempo de ver o pôr do sol.
Na ida, os passeios costumam parar em Toconao, que é um ótimo exemplo de um autêntico vilarejo no Deserto do Atacama, com construções feitas de rocha vulcânica e madeira de cacto.
De lá, o grupo segue para o salar em si, bem diferente do famoso Salar de Uyuni devido ao solo pedregoso e irregular.
É feita uma curta caminhada até a Laguna Chaxa, onde o panorama é espetacular: vulcões e montanhas com topos nevados ao fundo, o terreno coberto por crostas de sal e o azul da lagoa. Mas o que acaba chamando atenção mesmo são os flamingos, que embelezam ainda mais a paisagem com sua plumagem rosada. O cenário fica ainda mais bonito sob a luz do entardecer.
Atenção: Existem tours que combinam o Salar de Atacama e a Laguna Chaxa com as chamadas Lagunas Altiplânicas (Miscanti e Miñiques), sobre as quais falaremos nos tópicos a seguir. É importante ter em mente que as Lagunas Altiplânicas ficam em uma altitude muito mais elevada, a 4.200 metros, e exigem uma aclimatação maior. Se for fazer o tour combinado, melhor deixá-lo mais para o final da viagem.
LAGUNA CEJAR
Altitude: 2.300 / 2.400 metros
Bem próxima de San Pedro e praticamente na mesma altitude do vilarejo, a Laguna Cejar é outro destino onde existe a opção de ir de bicicleta. Ora azul, ora verde, a lagoa é chamada de “Mar Morto sul-americano” por ter água com alta taxa de salinidade. Ou seja, quem mergulha ali não afunda. Mas encarar a água fria não é para qualquer um – nem ter o cabelo, a pele e o biquíni ou a sunga repletos de sal.
O passeio é mais indicado no verão, quando as águas da Laguna Cejar convidam ao banho e a tirar fotos boiando à la Mar Morto. O panorama é fotogênico, com o Vulcão Licancabur ao fundo. Só evite o contato da água principalmente com os olhos e os lábios, o que pode arder bastante.
Depois, o passeio pode incluir uma esticada até Los Ojos, um conjunto de buracos onde há água doce para se banhar, e a Laguna Tebinquinche, uma lagoa de sal. Nessa última, o banho não é permitido: a proposta é admirar a paisagem refletida na água, o pôr do sol e, eventualmente, a presença de flamingos.
VALLE DE LA LUNA E VALLE DE LA MUERTE
Altitude: 2.400 / 2.500 metros
Pode ser que você nem perceba, mas no caminho do Aeroporto de Calama para San Pedro de Atacama você já vai passar pelo Valle de La Luna e pelo Valle de Muerte – se não quiser perder esse momento, peça para o motorista te avisar. As duas paisagens icônicas ficam bem próximas do vilarejo, a cerca de três quilômetros, e por isso há quem vá de bicicleta (esteja preparado para subir dunas imensas e encarar o vento e a areia que ele traz). O passeio pode ser uma boa opção para o seu primeiro dia no Deserto do Atacama: além de ter uma duração mais curta, a altitude é praticamente a mesma de San Pedro.
Os dois vales ficam na Cordilheira de Sal e exibem impressionantes formações rochosas manchadas de sal e areia. Os tours organizados pelas agências possuem uma programação muito similar entre si, com paradas em mirantes, visita aos dois vales e, dependendo do horário, observação do pôr do sol.
O Valle de La Luna é assim chamado porque suas formações lembram mesmo a superfície lunar. Alguns hotéis e agências variam o roteiro com caminhadas que atravessam o vale e as dunas, passam por minas abandonadas e descortinam paisagens loucas em meio a um silêncio quase absoluto, cortado apenas pelo vento e pelos passos na areia.
A história do nome Valle de La Muerte, por sua vez, começa com o arqueólogo Gustavo Le Paige, que explorou o Atacama na década de 1950. O estudioso achou neste vale esqueletos humanos do povo atacamenho, os ocupantes da área antes dos espanhóis, e supôs que os doentes e velhos iam para lá para morrer. Outra explicação é que o nome faz referência à aridez na qual a vida parece impossível. Por lá, a paz reina absoluta e a paisagem é de rochas vermelhas.
LAGUNAS ESCONDIDAS DE BALTINACHE
Altitude: 2.400 / 2.500 metros
Passeio relativamente novo no “cardápio” das agências, as Lagunas Escondidas de Baltinache ficam relativamente próximas de San Pedro do Atacama e, além de serem muito bonitas pela coloração quase vibrante, permitem banho.
Algumas empresas fazem uma parada no Vallecito, assim chamado pelas suas semelhanças com o Valle de La Luna, e em um fotogênico ônibus abandonado que pode lembrar o do filme Na Natureza Selvagem.
Só então o passeio segue para as lagoas, que são sete no total, em diferentes tons de azul. Duas são liberadas para banho e, por terem uma alta concentração de sal, fazem os corpos flutuarem sem esforço. Mas, mesmo no verão, é preciso estar preparado para o frio. Há chuveiros para tirar o sal do corpo.
TOUR ASTRONÔMICO
Altitude: 2.400 / 2.500 metros
O Deserto do Atacama não é um dos, mas “o” melhor lugar do mundo para observação astronômica porque reúne condições tidas como ideais: é um dos lugares mais secos, planos e altos do planeta. Em 2011, ganhou o projeto Alma, o maior radiotelescópio do mundo, em que cientistas de diferentes nacionalidades buscam pistas sobre a origem do universo. Infelizmente, o seu programa de visitação está suspenso por tempo indeterminado.
Mas não faltam opções de tours astronômicos – e alguns hotéis mais luxuosos até possuem telescópios próprios. Empresas como a Space e a Alarkapin levam para passeios noturnos em locais próximos de San Pedro, onde há uma aulinha rápida sobre reconhecer planetas e estrelas e a relação dos antigos povos atacamenhos com os astros. Depois, pode-se observar o céu em telescópios, com chance de tirar fotos incríveis da lua.
O tour depende das condições climáticas e a experiência varia segundo a fase lunar. O passeio pode não acontecer na Lua Cheia, que ofusca as estrelas e diminui muito a visibilidade do céu. Antes de reservar, vale perguntar em qual dia as condições estarão melhores durante o período da sua estadia em San Pedro. Vá bem agasalhado, já que as temperaturas despencam durante a noite e a experiência é quase toda ao ar livre.
GUATIN
Altitude: 3.200 metros / 3.500 metros
Esse passeio é um trekking por uma área do deserto rica em flora, chamada de Guatin. A caminhada acontece a 3.200 metros de altitude e leva entre duas e três horas, o que exige certo condicionamento físico. O terreno é de pedras irregulares, com algumas subidas e descidas.
Pelo caminho, há muitas “colas de zorro”, plantas que lembram o rabo de uma raposa. Mas o grande destaque são os cactos gigantes da espécie cardón, que são centenários e podem chegar a oito metros de altura.
Em alguns tours, o trekking termina nas Termas de Puritama (saiba mais no próximo tópico).
TERMAS DE PURITAMA
Altitude: 3.500 metros
Verdadeiro oásis no meio do deserto, as Termas de Puritama são um conjunto de oito poços de águas termais entre 28ºC e 35ºC, alguns deles com cachoeiras. No inverno, prefira ir de manhã, quando bate mais sol.
Há tours que levam direto para lá e, nesse caso, é só entrar na água e relaxar. Mas existe também a opção de chegar até lá fazendo um trekking por Guatin (saiba mais no tópico acima).
PIEDRAS ROJAS E LAGUNAS ALTIPLÂNICAS
Altitude: 4.200 metros
Um dos mais bonitos no Deserto do Atacama, esse passeio compensa todo o esforço de ter que acordar cedo: como os cenários ficam longe de San Pedro, as excursões costumam sair no início da manhã. Vença o sono e não tire os olhos da janela porque pelo caminho há boas chances de avistar vicunhas e outros animais.
A primeira parada é em Piedras Rojas, uma paisagem composta por rochas avermelhadas e vários vulcões no horizonte. Ali é feita uma pequena caminhada até a Laguna Tuyacto, que tem uma coloração azul piscina. O contraste entre o vermelho e o azul é lindíssimo.
Depois, o passeio segue para as Lagunas Miscanti e Miñiques. Com respectivamente 15 km² e 1,5 km², as lagoas são emolduradas por uma paisagem composta por vulcões. É digno de quadro.
Seja na ida ou na volta, algumas excursões fazem parada para tirar fotos em uma placa na beira da estrada que sinaliza o local exato da Linha do Trópico de Capricórnio.
Mesmo com o corpo aclimatado, é comum sentir certa falta de ar durante o passeio, que ultrapassa os 4.000 metros de altitude. A dica é caminhar lentamente, sem fazer grandes esforços físicos, e avisar o guia caso os sintomas se agravem.
GÊISERES DEL TATIO
Altitude: 4.300 metros
Como o campo geotérmico está em plena atividade antes do amanhecer, vale a pena acordar às 4h para conhecer uma das atrações mais surpreendentes do Atacama. As temperaturas são frequentemente negativas, então é preciso estar bem vestido para encarar a experiência de ver a água sendo lançada de buracos e falhas no solo a uma altura de até 12 metros e temperaturas de até 80ºC. O frio intenso da manhã arrefece no decorrer do passeio, por isso vale se vestir em camadas.
Por estar em uma altitude tão elevada, o ideal é deixar esse passeio para os últimos dias da viagem. Continuam valendo as recomendações de caminhar lentamente e evitar movimentos bruscos. Na volta, as agências fazem paradas variadas por paisagens bonitas pelo caminho, com boa chance de ver alguns animais.
ROTA DOS SALARES
Altitude: 4.300 / 4.900 metros
Desde junho de 2018, quando a Corporação Nacional de Florestas (Conaf) anunciou o fechamento definitivo do Salar de Tara para recuperação do ecossistema e aumento da reprodução de flamingos, um passeio alternativo é a Rota dos Salares, que vai até os Salares de Aguas Calientes e Quisquiro.
Antes de chegar nos desertos de sal, o tour faz paradas para café da manhã perto do Vulcão Licancabur e para observar os gigantes fragmentos de rocha chamados de Monjes de La Pacana.
VULCÕES
Altitude: mais de 5.500 metros
No Atacama, existe também a possibilidade de fazer trekkings de altitude rumo ao topo de vulcões. A opção tida como mais acessível é a ascensão ao Cerro Toco (5.640 metros de altitude), um vulcão inativo com vista panorâmica. Mas outra opção popular é o Vulcão Lascar (5.592 metros de altitude) que, por ser ativo, costuma ter colunas de fumaça saindo de sua cratera. Essas aventuras não são para qualquer um: além de ter um bom preparo físico, é importante estar acompanhado de guias experientes, fazer uma boa aclimatação, usar roupas em camada para frio intenso e manter-se hidratado.
UYUNI
Maior deserto de sal do mundo, o boliviano Salar de Uyuni tem planícies brancas surreais. Na época das chuvas, até março, os espelhos-d’água refletem o céu a ponto de fundir o cenário no horizonte. Muitas agências de San Pedro de Atacama oferecem excursões rumo ao Salar de Uyuni, que duram entre 3 e 4 dias, com pernoite em alojamentos simples e hotéis de sal. A travessia entre o Chile e a Bolívia é feita em 4×4, com visita a atrações pelo caminho. Por ser uma viagem longa e com pouca infraestrutura pelo caminho, escolher uma boa agência é fundamental.
SAN PEDRO DE ATACAMA
A rua principal da cidade é a Calle Caracoles, repleta de bares, agências de turismo, restaurantes e lojinhas de artesanato local. No centrinho vale ver também o Museu Arqueológico Gustavo Le Paige, que ajuda o visitante a entender a história dos atacamenhos com cerâmicas, tecidos e outros artefatos bem preservados. Em frente a uma praça, a singela Iglesia San Pedro de Atacama data de 1.745 e foi construída com pedra, adobe e madeira.
SUGESTÃO DE ROTEIRO
Dia 1 – Chegada em San Pedro de Atacama / Salar de Atacama
Dia 2 – Laguna Cejar (ou Lagunas de Baltinache) / Valle de La Luna e Valle de La Muerte
Dia 3 – Guatin + Termas de Puritama
Dia 4 – Lagunas Altiplânicas e Piedras Rojas
Dia 5 – Gêiseres del Tatio
+ Tour astronômico na data com as melhores condições climáticas*
O QUE LEVAR PARA O ATACAMA
– Camisetas
– Conjunto de segunda pele (blusa e calça)
– Fleece / Moletom / Blusa de lã
– Jaqueta e calça corta vento
– Jaqueta de pluma
– Gorro, luva e meias grossas
– Lenço / Cachecol
– Boné / Chapéu
– Calçados fechados e confortáveis para caminhada
– Roupa de banho
– Óculos de sol
– Mochila para levar nos passeios
– Protetor solar, hidratante labial, colírio para os olhos
Como chegar
O Aeroporto Internacional El Loa, na cidade de Calama, a 100 km de San Pedro, serve a cidade com voos locais e internacionais. Do Brasil, a Latam e a SKY voam com conexão em Santiago. O melhor jeito de ir até San Pedro é com empresas de transfers compartilhados como a Transvip e a Transfer Pampa, que levam direto do aeroporto para o centrinho. Pagando mais é possível ir com os táxis, que trabalham com tarifas pré-fixadas. Nos hotéis mais luxuosos, o traslado geralmente já está incluído na estadia.
Como circular
Apesar de haver empresas de aluguel de carro em Calama, dirigir no deserto não é recomendável, já que há muitas curvas perigosas e são necessários bons veículos 4×4 e motoristas experientes.
O jeito de circular acaba sendo exclusivamente com tours de agências que operam na cidade, coletivos (mais baratos) ou privativos (mais caros) – veja com a Grado 10 e a Ayllu.
Muitos hotéis de luxo de San Pedro organizam seus passeios com guias e veículos próprios. Algumas poucas atrações podem ser alcançadas de bicicleta desde San Pedro, como a Laguna Cejar.
Documentos
Brasileiros podem entrar no Chile com carteira de identidade (RG) ou passaporte com validade para duração da estadia.
Dinheiro
A moeda oficial é o peso chileno (CLP); consulte a cotação do dia. O ideal é levar dólares e trocar em casas de câmbio da cidade, que se concentram na Calle Toconao – reais não costumam ter boa cotação em San Pedro e o câmbio é desfavorável para comprar pesos chilenos no Brasil. Se a sua viagem incluir uma parada em Santiago, vale mais a pena trocar o dinheiro na capital chilena.
Cartões de débito internacionais, como o Wise, também são amplamente aceitos no Deserto do Atacama, mas vale carregar uma pequena quantia de dinheiro em espécie para pagar a entrada em alguns parques e comprar souvenires em lojas menores.
Embora não tenha força de lei, há uma regra que determina que hotéis podem isentar estrangeiros do pagamento de 19% do IVA sobre o valor de sua estadia. Para conseguir o desconto, o pagamento deve ser feito em dólares, euros ou com cartão de crédito internacional.
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