As maravilhas da Ilha de Algodoal, no Pará
Sem carros e com praias moldadas pela maré, destino paraense entrega uma experiência rústica e autêntica
Praticamente intocada, a ilha oferece uma experiência de contato direto com a natureza e uma convivência muito próxima com a cultura da região. A seguir, veja como chegar e o que explorar por lá.
Como chegar na Ilha de Algodoal
O acesso à ilha começa pela capital paraense, Belém. A partir de lá, é possível seguir por transporte terrestres particulares em uma viagem de cerca de 3h30. Outra alternativa é o ônibus, saindo do terminal rodoviário de Belém, com duração média entre 4 e 5 horas até a vila de Marudá.
De Marudá, o trajeto continua de barco partindo do Terminal Hidroviário/Trapiche, travessia que é feita pelo rio Marapanim em uma zona de estuário onde o curso d’água encontra o Oceano Atlântico. A travessia dura cerca de 40 minutos em maré alta.
No entanto, vale ficar atento: os horários das embarcações dependem das condições do mar e das marés. Em alguns casos, pode ser necessário ajustar o horário da travessia para coincidir com a subida da maré. Nas luas cheia e nova, quando a maré oscila mais, a maré costuma secar bastante e afetar os horários de saída.
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Destaques para conhecer
Ao chegar à terra firme na ilha, a experiência já começa pelos meios de locomoção. Em Algodoal, não há carros: o deslocamento é feito apenas por barco, a pé ou em charretes – estas, aliás, são um charme à parte, muitas vezes decoradas com temas de personagens famosos de desenhos e filmes. Antes de sair caminhando, informe-se sobre a variação da maré, que pode subir e ilhar algumas praias.
Para quem prefere caminhar, recomenda-se optar por mochilas e calçados adequados para areia, já que o terreno é predominantemente arenoso. Nesse contexto, mala de rodinha é a pior das escolhas.
Rica em biodiversidade, a ilha é bastante preservada. Por lá, o visitante percorre manguezais repletos de vida: caranguejos de diversas cores e tamanhos, garças brancas e guarás com tons que vão do laranja ao vermelho.
Um dos pontos mais visitados é a Lagoa da Princesa, conhecida por suas águas escuras – resultado da decomposição de folhas no fundo do lago. O acesso pode ser feito por qualquer um dos três meios de transporte disponíveis na ilha.
Entretanto, é possível alinhar esse destino com outro destaque imperdível da região: o passeio pelo Furo Velho, uma área que conecta o rio ao mar, varando por belos manguezais. Assim, depois do passeio, no retorno à ilha, é possível incluir uma parada na Lagoa da Princesa, tornando a experiência mais marcante, com um mergulho em suas águas escuras e tranquilas – especialmente em dias quentes.
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