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Como é se hospedar no Refúgio Grand Premium, em Rio Quente (GO)

O antigo Hotel Turismo foi completamente reformado e ganhou quartos muito modernos – com direito a vista para a revoada das araras

Por Cecilia Carrilho 21 ago 2026, 10h00 | Atualizado em 27 ago 2026, 13h28
Piscina de formato orgânico com água azul-turquesa, rodeada por deck de madeira e área de lazer com espreguiçadeiras, sob um céu azul com nuvens brancas. Ao fundo, um edifício de vários andares com varandas e vegetação. Árvores frondosas sombreiam parte do deck
Melhor de dois mundos: o Refugio Grand Premium entrega sossego nos quartos e proximidade com as principais atrações do Rio Quente Resorts (Aviva/Divulgação)
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Como é se hospedar no Refúgio Grand Premium, em Rio Quente (GO) Priorizar nos meus resultados Google

O município goiano de Rio Quente praticamente se apresenta pelo nome. Grande parte da fama do destino vem de suas águas termais – e com razão, é seu maior trunfo. No entanto, basta passar alguns dias na pequena cidade, a 178km ao sul da capital, para perceber que há outro elemento que complementa a atmosfera tranquila das piscinas quentinhas, o Rio Quente Resorts. 

Em meio ao verde e às araras, o complexo administrado pela Aviva reúne hotéis, um parque aquático, restaurantes e muita natureza. Foi ali que fiquei hospedada no recém-rebatizado Refúgio Grand Premium, que por quase 50 anos funcionou como Hotel Turismo. 

Vista aérea de um complexo de lazer com telhados claros, duas piscinas e muita vegetação. À esquerda, uma piscina azul em formato de C com deck de madeira. À direita, duas piscinas menores de formato oval com água esverdeada. Painéis solares e claraboias no telhado complementam a estrutura.
Entre áreas verdes e piscinas, o hotel se destaca pela localização privilegiada dentro do resort (Aviva/Divulgação)

O nome mudou, a decoração passou por uma revolução e a categoria subiu, mas uma característica do antigo Turismo continua presente: aquela sensação de estar perto de tudo sem necessariamente estar no meio da agitação.

A fachada em tons claros é discreta e o edifício é cercado por palmeiras. Ao entrar, fica mais claro que o hotel se propõe a ser um ambiente intimista, mas ainda assim pensado para curtir em família. Os detalhes em pedras e madeira, combinados à iluminação quente, dão ao espaço um ar de luxo contemporâneo, sem excessos.

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Entrada de um hotel com fachada bege e sacadas brancas, palmeiras altas e canteiros floridos. Uma pessoa caminha na via de paralelepípedos, e carros estão estacionados. Ao fundo, montanhas verdes sob céu azul com nuvens esparsas
A entrada do Refúgio Grand Premium dá as boas-vindas aos hóspedes em meio ao verde característico da região (Cecília Carrilho/Arquivo pessoal)

O novo nome Refúgio ajuda a entender a ideia. Muitos visitantes já descreviam o antigo Turismo dessa maneira, e a reforma partiu justamente dessa percepção. O resultado é uma hospedagem que tenta equilibrar duas coisas que, à primeira vista, parecem opostas: a estrutura de um resort voltado para famílias e um clima mais tranquilo, de descanso.

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Crianças fazem parte da paisagem sonora do hotel, especialmente em horários de maior movimento. Mas basta se afastar um pouco da área da piscina para encontrar outro cenário, marcado pelo som dos pássaros. Foi essa combinação, e a possibilidade de pender mais para uma ou para outra, que eu mais gostei na hospedagem.

Por dentro do hotel

A recepção é inspirada no Cerrado, com formas e pedras que ajudam a trazer a paisagem de Goiás para dentro do hotel. Um exemplo disso são as ondas no teto fazendo referência às árvores retorcidas, típicas da vegetação do bioma.

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Recepção de hotel com balcões de mármore iluminados, teto de madeira ondulada e luminárias de palha penduradas. Ao fundo, uma parede de pedra com plantas verdes e o logo Refúgio Grand Premium
Formas orgânicas e materiais naturais ajudam a criar uma conexão entre os ambientes e o clima do Cerrado (Aviva/Divulgação)

É ali que acontece o check-in. Na chegada, o hóspede recebe uma pulseira que funciona como chave para entrar no quarto e também registra os gastos feitos ao longo da estadia.

Ao lado da recepção, há uma loja que pode salvar quem esqueceu alguma coisa. Por ali, dá para comprar roupas de banho e outros itens para aproveitar as piscinas. Até copinhos de shot estão à venda.

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Vitrine da loja Flor do Cerrado com roupas de praia e acessórios. À esquerda, manequins infantis com camisetas coloridas e chapéus. No centro, manequins adultos exibem biquíni, saia longa, camiseta e shorts. À direita, um manequim sentado com chapéu e óculos.
A loja do complexo salva quem esqueceu algum item em casa (Cecília Carrilho/Arquivo pessoal)

O Refúgio pode não ser o hotel mais próximo das águas termais do Parque das Fontes (caso esse seja um requisito pra você, a melhor escolha é o Hotel Pousada), mas dá para chegar nas águas quentinhas após uma caminhada de 10 minutos, além de haver transfers circulando pelo complexo. Já o parque aquático Hot Park conta com uma entrada exclusiva no próprio Refúgio Grand Premium. Para ir, todo santo ajuda por ser uma descida que fica próxima da área infantil Hoti Bum. Já a volta exige um pouco das pernas, mas o transfer sempre salva.

Para chegar aos quartos, divididos em dois andares, tem elevador e também uma rampa circular sobre um átrio, que acaba sendo um dos detalhes arquitetônicos mais interessantes do edifício.

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Vista aérea de um saguão circular com três andares, corrimãos bege e paredes claras. Três grandes luminárias esféricas de vime pendem do teto, iluminando o piso de ladrilhos pretos e marrons. Plantas verdes em vasos decoram o ambiente
Vista da rampa circular do átrio liga os dois andares de acomodações (Cecília Carrilho/Arquivo pessoal)

O mais curioso fica do lado de fora. Em meio a uma caminhada pelo resort, não era difícil ser surpreendida pela natureza. No fim da tarde, ocorre um verdadeiro show das araras, que sobrevoam o complexo.

Os quartos

O Refúgio Grand Premium tem 148 acomodações, divididas nas categorias Master, Master Família, Suíte Master e Suíte Presidencial. Eu fiquei em um Apartamento Master, a categoria mais numerosa do hotel, com 126 quartos.

Quarto de hotel moderno com duas camas de casal, lençóis brancos e colchas bege. A cabeceira tem painéis de madeira verticais e iluminação embutida. À direita, uma TV preta montada na parede acima de uma escrivaninha de madeira escura. Uma porta-janela aberta revela uma cortina branca e luz natural. O piso é de madeira clara
Apartamento Master: duas camas e circulação bem pensada (Aviva/Divulgação)

A reforma mudou bastante o espaço. Saiu aquela estética mais convencional, com decoração genérica e aparência cansada, e entrou uma combinação de madeira clara, piso renovado e tecidos confortáveis nas roupas de cama.

O quarto tem 23m² e duas camas, uma queen size e outra de casal. O espaço de circulação é muito bom e, o closet, é daqueles em que dá para guardar a bagagem da família inteira.

Um closet moderno com piso e prateleiras de madeira clara, paredes brancas e um espelho de corpo inteiro. Há um cofre digital branco embutido e um saco de lavanderia pendurado em um cabide. Ao fundo, uma janela com vista para árvores e um céu azul
Minifúndio: closet permite organizar roupas e malas sem preocupações (Aviva/Divulgação)

O espaço também tem ar-condicionado, televisão, frigobar e mesa de trabalho. O banheiro é compacto, mas o chuveiro a gás tem boa pressão e esquenta bastante, algo muito bem vindo mesmo depois de sair das águas quentinhas do Parque das Fontes e caminhar com o vento batendo nas costas, ou mesmo depois de ter passado um dia fervendo no Hot Park.

Banheiro moderno com bancada de mármore bege, pia branca, espelho grande e secador de cabelo. À direita, vaso sanitário branco e box de vidro com chuveiro, parede revestida em madeira. Toalhas brancas penduradas em barras metálicas.
Banheiro do Apartamento Master mantém a proposta contemporânea da reforma, com revestimentos em tons neutros (Aviva/Divulgação)

Próximo ao banheiro, havia uma janela grande com vista para a Serra de Caldas e para o Hot Park. A janela também virou o meu camarote para ver as araras no amanhecer e no entardecer.

Um grupo de araras-azuis e amarelas pousadas no telhado de um prédio bege com janelas brancas e grades, ao lado de árvores frondosas sob um céu claro com nuvens esparsas
Janela do quarto tem vista para as araras (Cecília Carrilho/Arquivo pessoal)

Outro detalhe bem pensando foi a iluminação. Ao tocar o interruptor, as luzes acendem gradativamente. Descobri a utilidade disso logo pela manhã, quando precisava abrir os olhos ainda meio sonolenta. Foi quase um agrado para as minhas retinas.

O apartamento Master Família mantém os mesmos 23m², mas acomoda duas camas queen size. Já a Suíte Master tem 49m² e separa as acomodações em dois ambientes, com duas camas de solteiro em um deles e uma king size no outro. No topo da lista de chiqueza está a Suíte Presidencial, um duplex de 85m² com sala, copa e dois quartos, que mais parece uma pequena casa dentro do hotel.

Sala de estar e jantar em um apartamento duplex, com sofá cinza em L, tapete bege, TV na parede de madeira, mesa de jantar redonda com quatro cadeiras e luminárias pendentes. Grandes janelas com cortinas claras revelam um estacionamento e uma rua arborizada com palmeiras. Uma escada com corrimão de vidro e metal aparece à direita
Suíte presidencial: a acomodação mais espaçosa e luxuosa tem dois andares e janelas imensas (Aviva/Divulgação)

O ponto em comum entre eles é a tentativa de deixar o quarto mais silencioso. O hotel incorporou isolamento acústico, iluminação indireta e outros detalhes que nem sempre chamam atenção imediatamente, mas fazem toda diferença quando você deita e percebe que está em um ambiente muito confortável.

Quarto de hotel moderno com duas camas de solteiro arrumadas, lençóis brancos e colchas bege. A cabeceira tem detalhes ondulados e iluminação indireta. Uma grande janela com cortinas claras revela uma paisagem verde com árvores e céu azul. À direita, uma mesa de madeira com cadeira de palha e um banco de madeira escura. O piso é de madeira clara.
No Apartamento Master Família, a janelona fica mais próxima das camas (Cecília Carrilho/Arquivo pessoal)

Refeições

A diária do Refúgio funciona no sistema de meia pensão, com café da manhã e almoço inclusos. As duas refeições são servidas no Restaurante Pequi, próximo a recepção, em um bufê bastante extenso, enquanto o jantar funciona à la carte e é pago à parte.

O restaurante também passou pela reforma e ganhou mais espaço e uma atmosfera que combina com o restante do hotel. Iluminação baixa, muita madeira, pedra e sofás espalhados pelo salão compõem o ambiente.

Interior de restaurante moderno com mesas de mármore, cadeiras de madeira e estofamento mostarda. Ao fundo, um chef de camisa 10 prepara alimentos em cozinha aberta, e uma parede decorativa de madeira e espelhos reflete o ambiente
O salão do Pequi tem sofás espalhados e iluminação baixa, criando um ambiente acolhedor (Cecília Carrilho/Arquivo pessoal)

Em períodos de maior movimento, uma recepção na entrada ajuda a organizar a espera. Também há ambientes mais reservados, próximos à adega, que podem ser fechados para grupos e famílias que querem fazer uma refeição com mais privacidade.

Área de espera moderna com um longo sofá curvo bege e mesas redondas cinza, em frente a uma parede de pedras claras e um piso de hexágonos. Plantas verdes decoram o fundo
Em horários de maior movimento, a área de entrada do Pequi funciona como espaço de espera para os hóspedes (Cecília Carrilho/Arquivo pessoal)

Gostei especialmente da circulação do bufê. Em vez de uma única fila, as ilhas ficam organizadas de maneira a permitir que os hóspedes transitem por diferentes pontos e parem onde realmente interessa. A comida tem variedade suficiente para não enjoar depois de alguns dias e consegue agradar diferentes perfis.

Um buffet de restaurante moderno com uma ilha central de mármore e madeira, exibindo saladas, frios e azeites. Ao fundo, panelas vermelhas em um balcão iluminado, com paredes de tijolinho e luminárias pendentes pretas
O bufê do Restaurante Pequi é dividido em estações espalhadas pelo salão (Cecília Carrilho/Arquivo pessoal)

No café da manhã – servido das 7h30 às 10h –, há frutas, iogurtes, cereais, frios, queijos, pães, pamonha, bolos, doces, além de waffles e panquecas. Também encontrei opções veganas e itens para diferentes restrições alimentares, além de whey protein para a turma fitness.

Um buffet de café da manhã com diversas opções, incluindo bolos, pães, frios, frutas e pratos quentes, em um ambiente de restaurante com pessoas ao fundo
Um pouco do bufê de café da manhã, recheado de opções (Cecília Carrilho/Arquivo pessoal)

Para animar o desjejum, personagens da Turminha da Zoeira, criados pela Aviva, podem aparecer pelo restaurante. Durante a minha estadia, quem deu as caras por lá foi Lara, a arara do grupo.

Pessoas em um restaurante com um mascote de papagaio vermelho e amarelo. Uma mulher segura um bebê, outra tira foto com celular, e um homem come à mesa.
Lara, a arara da Turminha da Zoeira, apareceu entre os hóspedes durante o café da manhã no Pequi (Cecília Carrilho/Arquivo pessoal)

O almoço funciona das 12h30 às 15h, com uma variedade ainda maior. O bufê reúne saladas, grãos, frios, massas finalizadas na hora, sobremesas e uma estação de grelhados preparados na brasa. Para quem prefere os clássicos, não faltavam massas, carnes e pratos como moqueca e feijoada. As crianças também têm uma estação própria, com opções como batata frita e mini hamburguer.

Um buffet com diversas panelas de ferro fundido laranja e vermelhas cheias de comida, sobre um balcão de mármore claro. Há pilhas de pratos brancos embaixo e um cartaz colorido de Estação Infantil ao fundo
O bufê do almoço conta com uma área exclusiva para as crianças (Cecília Carrilho/Arquivo pessoal)

À noite, o Pequi muda de proposta e passa a funcionar à la carte, das 19h30 às 22h. Na minha estadia, pedi um crudo de pirarucu (R$ 69) de entrada e um arroz caldoso com polvo grelhado (R$ 122). Os dois vieram bem servidos e estavam gostosos.

Arroz de frutos do mar com camarão, polvo, ervilhas e pimentão vermelho, decorado com brotos verdes, servido em um prato branco sobre uma toalha de mesa clara e um menu ao fundo
Arroz caldoso com polvo grelhado do restaurante Pequi (Cecília Carrilho/Arquivo pessoal)

Além do Pequi, é possível beliscar e até mesmo jantar no Bar das Artes, que funciona das 11h30 às 23h, perto da piscina. Ali, são vendidos petiscos, drinks e hambúrgueres que custam entre R$ 40 e R$ 250. Para pagar, basta aproximar a pulseira da máquina.

Pessoas em um bar moderno com decoração em tons terrosos e azuis. Um homem de camiseta azul e uma mulher de saída de praia rosa conversam com o bartender. Outra mulher de vestido branco estampado está no balcão. Poltronas de vime laranja com almofadas e uma mesa de centro de madeira completam o ambiente. Ao fundo, vegetação tropical.
O Bar das Artes é uma das opções para comer e beber sem precisar sair do hotel (Cecília Carrilhoa/Arquivo pessoal)

Também existe a possibilidade de comer em outros pontos do complexo. Uma das minhas melhores refeições noturnas aconteceu no Parque das Fontes, onde meu grupo pediu algumas porções para comer enquanto aproveitávamos as piscinas. 

Piscina azul iluminada à noite com um bar central de telhado de palha, refletindo luzes na água. Ao fundo, uma construção avermelhada e árvores escuras, com mesas e cadeiras dispostas em um deck.
Nada como se deliciar em um dos quiosques do Parque das Fontes (Cecília Carrilho/Arquivo pessoal)

O Hot Park também conta com vários pontos de alimentação, com doces, sorvetes, salgados, espetinhos, sanduíches e pizza. Também dá para encontrar pontos de self-service de chope.

Placa de madeira com Espetos e Milho em branco, sobre um quiosque rústico de madeira e telhado de palha. Pessoas sentadas em mesas sob o quiosque, com coqueiros e barracas de praia ao fundo, sob céu azul
Os pontos de alimentação do Hot Park oferecem opções rápidas, como espetinhos e milho cozido (Cecília Carrilho/Arquivo pessoal)

No parque aquático, a maior concentração de barracas de alimentação fica na Praia do Cerrado, onde está o restaurante Maraé. Durante a baixa temporada, o espaço funciona à la carte, enquanto na alta temporada o serviço passa a ser em sistema de bufê.

Pessoas sentadas em mesas de madeira com cadeiras azuis em um restaurante com teto de madeira e luminárias de palha, algumas conversando e outras comendo
Restaurante Maraé, na Praia do Cerrado: uma das principais opções para almoçar no Hot Park (Cecília Carrilho/Arquivo pessoal)

Atrativos

O trunfo de ficar no Refúgio Grand Premium é que você não fica limitado ao que existe dentro do hotel. Na prática, o quarto é basicamente só a sua base para explorar o restante do complexo.

As duas piscinas particulares do Refúgio têm águas quentes, sendo uma adulta e outra infantil. Se a ideia for sossego e fugir do auê da criançada, vale aproveitar as piscinas nos horários de menor movimento, especialmente durante o funcionamento do Hot Park, das 10h às 17h.

Piscina de resort com água verde-azulada, cercada por espreguiçadeiras sob um pergolado branco e árvores floridas. Ao fundo, um caminho de madeira e outro pergolado de madeira com bancos e mesas, em meio à vegetação densa
O Refúgio Grand Premium tem uma piscina feita sob medida para as crianças (Cecília Carrilho/Arquivo pessoal)
Piscina de um resort com pessoas nadando e relaxando. Ao fundo, um prédio de três andares com varandas, um bar molhado com bancos e espreguiçadeiras, e árvores exuberantes. O céu está parcialmente nublado, e a água da piscina é azul-turquesa
A tranquila área da piscina adulta é cercada por espreguiçadeiras e vegetação (Cecília Carrilho/Arquivo pessoal)

Há ainda o Bar das Artes, onde dá para fazer uma pausa entre um mergulho e outro, e o espaço infantil, que vira ponto de encontro dos pequenos durante o dia.

Um prédio com telhado de telhas marrons e paredes brancas com detalhes em madeira escura, decorado com folhas verdes de papel na entrada, que tem uma fachada colorida. O prédio está cercado por gramados verdes, caminhos de cimento claro e árvores frondosas, incluindo uma com flores cor-de-rosa, sob um céu azul
O espaço infantil fica próximo da piscina dos pequenos (Cecília Carrilho/Arquivo pessoal)

Os hóspedes dos hotéis do resort podem usar as quadras de tênis, pickleball e beach tennis. Os equipamentos podem ser emprestados na recepção e há aulas inclusas na programação. As de tênis acontecem às terças e quintas, das 9h às 11h e das 16h às 18h. Já o pickleball ocorre às quartas, a partir das 9h30, e o beach tennis funciona às terças e sextas, das 10h às 17h.

Homem de boné e camiseta branca, shorts escuro, caminha em quadra de tênis verde com raquete na mão. Outras pessoas jogam ou observam ao fundo, sob céu azul com nuvens e palmeiras. Bolas de tênis amarelas espalhadas pela quadra.
As quadras de tênis são compartilhadas com hóspedes de outros hotéis do complexo (Cecília Carrilho/Arquivo pessoal)

Também existe um lago artificial para quem quiser trocar as piscinas pela pescaria. Dá para levar o próprio equipamento ou alugar.

Vista de um lago verde-escuro com montanhas arborizadas ao fundo sob um céu azul com nuvens esparsas. Em primeiro plano, um cercado de madeira e tela, com um portão à direita. Há um quiosque com telhado de telhas de barro e um colete salva-vidas vermelho pendurado à esquerda. Na margem oposta, pequenos quiosques com guarda-sóis marrons sobre a água. À direita, uma pia rústica de madeira.
O resort oferece a possibilidade de pescar no lago (Cecília Carrilho/Arquivo pessoal)

Para quem prefere se manter em movimento, há ainda a academia localizada na área do Parque das Fontes. Ao lado fica o spa, que oferece massagens, tratamentos e banhos especiais pagos à parte.

Academia ao ar livre com equipamentos de musculação e cardio, como elíptico e leg press, em um deck de madeira cercado por árvores e vegetação exuberante. Um monitor exibe uma paisagem verde com céu azul, e um aviso azul indica Tempo Livre.
Academia completa para quem não falha um dia (Cecília Carrilho/Arquivo pessoal)

PARQUE DAS FONTES

Para chegar ao Parque das Fontes saindo do Refúgio, é preciso seguir as sinalizações. Do térreo, perto do Bar das Artes, basta caminhar em direção ao espaço infantil e continuar pelo caminho em meio à vegetação.

Escadaria de pedra com corrimão rústico de madeira, descendo para uma área de lazer com piscina de água verde-clara, rodeada por árvores frondosas e vegetação exuberante. Pessoas relaxam em espreguiçadeiras e dentro da piscina, sob guarda-sóis e quiosques de palha.
O Parque das Fontes é um verdadeiro paraíso (Cecília Carrilho/Arquivo pessoal)

O trajeto é cercado pela mata nativa e pelo paisagismo de Burle Marx. A ida é uma delícia, principalmente pela presença da fauna. No caminho, vi macaquinhos pulando de árvore em árvore e siriemas. Só vale guardar um pouco de energia para a volta, já que há uma subida mais íngreme.

Um macaco-prego marrom claro sentado em uma folhagem verde densa, com um poste de madeira e um refletor à direita, em um ambiente de floresta
Macaquinhos circulam pelas árvores do Rio Quente Resorts e podem ser vistos durante as caminhadas pelo complexo (Cecília Carrilho/Arquivo pessoal)

Se estiver cansado demais, não precisa encarar. Um transfer gratuito faz o percurso de volta e deixa os hóspedes na porta do Refúgio. Para pegá-lo, basta ir até a recepção do Hotel Pousada (que eu mencionei no início ser o mais próximo do Parque das Fontes). Há placas sinalizando o caminho.

Placa marrom com setas brancas indicando Piscina Infantil Hotel Pousada para cima e Manacá Spa Sala de Exercícios Guarda-volumes Totens de Autoatendimento para a esquerda, em um ambiente externo com árvores, palmeiras, guarda-sóis e piscinas
Sinalização abundante descomplica a vida dos hóspedes na hora de se deslocar (Cecília Carrilho/Arquivo pessoal)

Antes de entrar na água, vale pegar uma toalha de piscina na recepção do hotel. Elas ficam disponíveis para os hóspedes e facilitam bastante a vida de quem pretende passar algumas horas por ali.

O parque é o grande destaque do Rio Quente Resorts. Ali estão oito piscinas abastecidas pelas nascentes de águas naturalmente quentes, que chegam a cerca de 37,5 ºC, construídas respeitando o leito natural do rio.

Pessoas relaxam em piscinas naturais de águas cristalinas e esverdeadas, cercadas por densa vegetação tropical. Há passarelas de madeira, quiosques com telhado de palha e mesas com guarda-sóis, sob um céu azul com nuvens esparsas
Entre mata nativa e águas termais, o Parque das Fontes é o cartão-postal do Rio Quente Resorts (Cecília Carrilho/Arquivo pessoal)

Em algumas partes das piscinas dava para ver as pequenas bolhas de água quente subindo do fundo. Me diverti muito colocando o pé bem em cima delas e sentindo um formigamento quentinho.

Piscina de águas claras com pedras no fundo e uma pessoa na área de hidromassagem, cercada por vegetação exuberante e uma passarela de madeira com jatos dágua
Nada como uma ducha quentinha (Cecília Carrilho/Arquivo pessoal)

A água não é vulcânica, como muita gente imagina. O fenômeno é geotérmico e começa na Serra de Caldas, onde a água da chuva penetra por fissuras na rocha e passa por um longo processo no subsolo antes de voltar à superfície já aquecida.

Piscina de águas claras com pedras no fundo, cercada por espreguiçadeiras e vegetação exuberante. Um quiosque com telhado de palha e pessoas na água completam o cenário de lazer.
Não é raro entrar na piscina com a ideia de ficar alguns minutos e só sair horas depois (Cecília Carrilho/Arquivo pessoal)

Além das oito piscinas, o Parque das Fontes tem duchas termais, saunas e ofurôs como o Poço do Governador e o Poço da Primeira-Dama, onde a temperatura da água costuma ser ainda mais quente. É justamente nessa área que ficam algumas das nascentes que alimentam o rio.

 

Durante a minha estadia, gostei especialmente de ir ao parque à noite. Com menos gente, iluminação baixa e a mata ao redor, o ambiente ganha uma atmosfera diferente (embora também seja mais fácil se perder). Se houver disposição para acordar cedo, também recomendo aproveitar as águas termais antes do café. As primeiras horas da manhã costumam ser mais tranquilas.

Piscina natural de águas cristalinas com pessoas nadando, cercada por vegetação densa e quiosques de palha. Há um bar flutuante no centro e mesas com cadeiras na margem direita, sob a sombra de árvores. O ambiente é de lazer e natureza
Você provavelmente nunca vai encontrar o Parque das Fontes vazio, mas as primeiras horas da manhã costumam ser os momentos de menor movimento (Cecília Carrilho/Arquivo pessoal)

Às vezes, pode ocorrer uma pequena pegadinha para quem pretende fazer o caminho de volta a pé. Em determinado trecho, irrigadores são acionados de tempos em tempos para molhar a vegetação e podem acabar batizando os desavisados, que foi o meu caso.

Jardim exuberante com uma cascata de pedras e vegetação densa, incluindo árvores altas e folhagens verdes. Há uma escadaria rústica de pedra e um pequeno túnel na rocha, com um banco de pedra ornamentado à direita.
As pedras ganham formatos que chamam atenção durante a caminhada em meio à natureza (Cecília Carrilho/Arquivo pessoal)

O percurso de volta ao Grand Premium reserva outras surpresas. Entre a mata e os caminhos que ligam as diferentes áreas do resort, tem uma pequena capela integrada ao verde.

Interior de um templo rústico com teto e paredes de palha, bancos de madeira e piso de pedra. Um espelho dágua com pedras no centro separa os bancos de um altar de pedra. Ao fundo, árvores da floresta.
Em meio à mata, a pequena capela é uma das surpresas encontradas durante a caminhada pelo complexo (Cecília Carrilho/Arquivo pessoal)

HOT PARK

Para quem viaja com crianças – e também para quem, como eu, não dispensa uma boa atração aquática – o acesso ao Hot Park é outro grande diferencial.

Pessoas nadando em piscinas de águas claras e azuis, cercadas por pontes de madeira e quiosques com telhados de palha. Ao fundo, montanhas verdes e céu azul com nuvens esparsas. Um letreiro indica Pier Point sobre um dos quiosques. O ambiente é de lazer e natureza
Nem só de brinquedos vive o Hot Park: as piscinas são ótimas para relaxar (Cecília Carrilho/Arquivo pessoal)

O parque ocupa cerca de 150 mil m² e tem mais de 22 atrações. Há bastante coisa espalhada pelo espaço, desde áreas infantis e piscinas até toboáguas, rio lento e a Praia do Cerrado. 

Mulher de costas na água azul-clara de um parque aquático, segurando uma boia amarela. Palmeiras e vegetação exuberante cercam o local, com pontes de madeira e cascatas ao fundo
Boia em mãos e nenhuma pressa para deixar a água (Cecília Carrilho/Arquivo pessoal)

Para os pequenos, há duas áreas grandes, o Hoti Bum e o Clubinho da Criança, com escorregadores de diferentes tamanhos, esguichos e aqueles baldões que viram de tempos em tempos e fazem a alegria da criançada. Os dois espaços têm lanchonetes e espreguiçadeiras em áreas de sombra.

Parque aquático com estrutura de madeira e escorregadores coloridos, jatos dágua e balde gigante, cercado por árvores. Pessoas de todas as idades se divertem na água e relaxam em cadeiras de praia ao redor, sob céu azul com nuvens
O Hotibum foi criado para que as crianças possam brincar e se refrescar (Cecília Carrilho/Arquivo pessoal)

Já a Praia do Cerrado é quase um destino em si dentro do parque. A área tem areia de verdade, piscinas de ondas, quadras de beach tennis, barracas de comida e um palco onde acontecem shows e atividades de recreação. É também por ali que rolam algumas das programações típicas de resort, como hidroginástica.

Pessoas relaxam em mesas e cadeiras amarelas sob guarda-sóis de palha em uma praia artificial de areia clara. Ao fundo, um palco azul com a inscrição Praia do Cerrado e palmeiras.
Areia nos pés e nenhuma preocupação urgente (Cecília Carrilho/Arquivo pessoal)
Pessoas relaxam em um parque aquático com piscina de ondas, cercada por coqueiros e vegetação exuberante. Algumas pessoas nadam na água azul-clara, enquanto outras descansam em espreguiçadeiras na área de areia artificial. O céu está parcialmente nublado, e o ambiente é de lazer e diversão
Entre uma onda e outra, a Praia do Cerrado convida a desacelerar (Cecília Carrilho/Arquivo pessoal)

Mas confesso que foram os toboáguas e atrações radicais que mais me entusiasmaram. Há opções para descer sozinho, de boia ou no tapetinho, e vários níveis de adrenalina. Eu me diverti muito no Half Pipe, que tem aquele formato de U e uma descida em que o coração parece que vai sair pela boca por alguns segundos.

Pessoas descendo um toboágua amarelo em um parque aquático tropical, com o logo Hot Park visível. Ao fundo, uma passarela de madeira com visitantes e vegetação exuberante.
Half Pipe: para quem gosta de doses extras de adrenalina (Cecília Carrilho/Arquivo pessoal)

Também encarei o Xpirado, com uma queda de 31 metros de altura. Os outros toboáguas, mesmo os menos radicais, também são uma delícia e rendem boas doses de diversão.

Parque aquático com toboáguas coloridos e uma torre de madeira, cercado por vegetação exuberante e um rio artificial, sob céu azul com nuvens esparsas
Vista de longe, o tobogã Xpirado já dá uma ideia do tamanho da aventura que espera lá em cima (Cecília Carrilho/Arquivo pessoal)

Em uma área represada do Rio Quente, é possível fazer atividades pagas à parte, como rafting, aquabike, caiaque e até mergulho para observar os peixes de água doce.

Um homem e uma mulher remam em um caiaque transparente sobre águas verdes e calmas, cercados por vegetação densa. Ambos usam coletes salva-vidas escuros e óculos de sol, com o homem à direita e a mulher à esquerda. Boias laranja flutuam nas laterais do caiaque, e a luz do sol reflete na água.
Em um trecho represado do rio, os visitantes podem remar em meio à natureza do Cerrado (Aviva/Divulgação)

Outro ponto que vale saber antes de montar o roteiro é que o Hot Park fecha às quintas-feiras para manutenção. Então, se sua estadia incluir esse dia, programe-se para aproveitar o Parque das Fontes, as piscinas e as outras atividades do resort.

Parque aquático com escorregador bege claro, onde uma criança de camiseta azul desce. Na base, uma piscina rasa com boias coloridas e uma criança de roupa amarela. Ao fundo, árvores e um céu azul claro
As atrações se multiplicam, assim como o sorriso da criançada (Cecília Carrilho/Arquivo pessoal)

Como chegar?

O Refúgio Grand Premium fica dentro do complexo do Rio Quente Resorts, a cerca de 7 km do centro de Rio Quente.

Para quem chega de avião, o Aeroporto de Caldas Novas (CLV) é a opção mais prática, porém ainda é servido por uma malha limitada, o que faz com que muitos hóspedes optem por chegar por Goiânia ou Uberlândia, ambas a cerca de 180 km do resort.

Nesses casos, uma alternativa é reservar o transfer diretamente com o hotel, que oferece o serviço por meio de empresa terceirizada. Também dá para alugar um carro e seguir por conta própria. De Goiânia, o percurso leva entre 2h30 e 3h pelas rodovias BR-153 e GO-213. De Brasília, são cerca de 4h.

Serviço

Refúgio Grand Premium

Onde? Rua particular complexo turístico, SN – Esplanada do Rio Quente, Rio Quente – GO

Quanto? Diárias a partir de R$ 2.200

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