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Joanópolis é a “capital do lobisomem” no interior paulista

A apenas 115 km de São Paulo, destino une o folclore do lobisomem à experiências de bem-estar em meio à Serra da Mantiqueira

Por Luísa Knaak 16 ago 2026, 10h00 | Atualizado em 16 ago 2026, 14h15
Paisagem rural com um lago à esquerda e um vasto pasto verde à direita, onde dezenas de vacas de diversas cores pastam. Ao fundo, montanhas e um pequeno vilarejo com casas brancas sob um céu azul com nuvens esparsas
Sem medo de lua cheia: paisagens tranquilas são a marca da capital do lobisomem (João Batista Shimoto/Wikimedia Commons)
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No interior de São Paulo, a 115 quilômetros da capital, Joanópolis é conhecida como a capital do lobisomem. E, sem se limitar ao mito, a atmosfera de cidade pequena é um respiro para quem vive na frenética capital paulista.

Os restaurantes da cidade têm um cardápio típico da culinária da roça: entre os pratos servidos estão frango com quiabo e feijão tropeiro. Outras delícias são os queijos artesanais, doces caseiros, compotas, pães e cachaças.

No quesito hospedagem, o lugar imperdível é o Ponto de Luz, um refúgio consagrado há mais de três décadas que tem na sua clientela pessoas que vão em busca de rituais, espiritualidade, massagem, banho de cachoeira e alimentação ovolactovegetariana.

A capital do lobisomem

Quem chega em Joanópolis encontra já na entrada da cidade uma estátua de lobisomem de mais de dois metros de altura: primeira pista da importância que a lenda tem no município. Há várias outras estátuas e referências a essa criatura do folclore, que lhe renderam o título informal de “capital” quando o assunto é lobisomem.

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Igreja amarela com torre alta e telhado cinza pontiagudo, ladeada por árvores frondosas e uma palmeira. À direita, uma árvore de Natal decorada com laço vermelho e enfeites dourados. No primeiro plano, uma barraca de madeira com telhado vermelho e decorações natalinas. O céu está claro com algumas nuvens
Praça da Matriz em Joanópolis (Cowilliam/Wikimedia Commons)
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A história da cidade se entrelaça com o mito desde o seu princípio: os moradores acreditavam que Anselmo Caparica, um dos fundadores do município, era um lobisomem. Anselmo era alto, usava capa e costumava vagar pela cidade à noite, em função de seu vínculo com a maçonaria, o que levantou suspeitas dos vizinhos.

Para além dos rumores, não existem evidências reais da existência de lobisomens na cidade – os turistas podem ficar tranquilos se houver uma noite de lua cheia durante a estadia. De qualquer forma, a lenda virou marketing e se tornou parte importante da identidade cultural da cidade.

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Cachoeira dos Pretos

Cachoeira volumosa descendo por rochas escuras, cercada por densa vegetação verde sob um céu azul claro
Cachoeira dos Pretos, com 154 metros, é a segunda maior do estado (João Batista Shimoto/Wikimedia Commons)

Localizada na Serra da Mantiqueira, a cidade é um ótimo destino tanto para quem busca uma viagem tranquila e sossegada, quanto para quem busca se conectar com a natureza, pois Joanópolis está rodeada de cachoeiras. A Cachoeira dos Pretos é a principal delas: com 154 metros, a queda d’água é a segunda maior do estado de São Paulo. É lá, também, que está a nascente do Rio Piracicaba.

Além de contemplar a bela paisagem, os visitantes podem tomar banho na cachoeira e praticar boia cross. A infraestrutura ao redor da queda d’água torna o programa ainda mais agradável para toda a família: conta com quiosques, banheiros, áreas de descanso e restaurantes.

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